
Blog novo mas o assunto ''Amor'' prevalece. Faltam-me palavras para explicar o porque dessa insistência. Mas antes muito amor do que a falta dele. Mesmo sendo platônicos ou reprimidos não deixam de ser verdadeiros.
Todo amor é imortal não basta ser infinito enquanto dure, como acreditava o poeta.
No fundo do peito, doí sempre e fundo um amor que morreu, ou porque o matamos fria ou dolorosamente ou porque foi cruelmente assassinado.
A melancolia da música que selava a cumplicidade e os olhares rápidos trocados, ou os perfumes de um tempo envolvendo desejos incontrolados, paisagens revisitadas já sem a mesma emoção, todo esse acervo da memória amorosa faz o amor imortal, ainda que pelo avesso.
Quando a alegria que foi já não é senão arrepio e mal-estar, é assim que os amores morrem, cortando a pele como uma cicatriz que ''o tempo' , esse grande escultor'' esmaece sem apagar.
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