quarta-feira, 27 de abril de 2011

Síndrome do Pânico.


Eu conheci a Síndrome do Pânico no inicio de 2010, e foi uma terrível experiência.
Antes disso, tinha uma vida tranquila.
Fazia coisas que uma pessoa normal costuma fazer, estudava,
trabalhava, jogava video-game, jogava meu futebol um ou duas vezes por semana, enfim, vivia normalmente.
Mas, certo dia a querida síndrome se apresentou para mim em um hospital. Sempre tive horror a hospitais, um medo que nunca soube explicar. 
Ver aquelas pessoas de branco por todos os lugares acabava comigo.
E foi em meio a essas pessoas que sofri minha primeira crise de pânico. Uma das piores sensações que já senti em toda a minha vida. Sentia que meu coração iria explodir, minhas mãos dormentes, enxergava meus pés roxos e inchados. Eu não via mais ninguém a minha volta, apenas o medo que cercava e as lágrimas de desespero.
A partir desse dia fui piorando com os passar dos dias. Acordar era uma tortura, dormir era a única maneira de me livrar daquele medo enlouquecedor. Foi ai que encontrei nos remédios um pouco de tranquilidade.
Meus medos eram coisas absurdas e meu médico me repreendia a cada consulta, talvez ele nunca tenha vivido uma situação dessas.
Tentava ajudar-me de todas as maneiras, mas nenhuma pessoa naquele momento poderia amenizar meu medo. Minha mãe foi muito amável comigo, deixava eu dormir com ela, enxugava as minhas lágrimas e com seu abraço de amor me passava segurança por alguns instantes.
Esse medo de tudo, atrasou minha vida por meses.
Eu não tinha ânimo para nada. Sofri por meses.
O psicológico é muito forte, pode acabar com a vida de uma pessoa. 
Depois de meses de tratamento já estava mais confiante, e o medo se tranformou  no medo habitual, medos do cotidiano, medos caracteristicos da minha personalidade. Estava aliviada, voltei a vida real.
O problema é que o medo voltou a visitar minha mente, desencadeado por duas perdas.
Hoje, 27 de abril de 2011, tive minha terceira crise do ano. Mas não entrei em desespero, engoli o choro, pensei positivamente e respirei fundo. Quis ser forte, por alguns instantes fracassei mas, insisti. Foram minutos de pavor que não passavam nunca e meu coração acelerado. Estava atordoada pelo medo. Palavras ditas em pensamento, naquele instante pedi a Deus um conforto, supliquei que amenizasse o meu medo, porque sabia que Deus era a única saída, a única solução para a minha aflição. Depois de alguns minutos estava melhor. Sei que muitos podem achar isso rídiculo, mas sem Deus eu nada sou. Rídiculo é ter o melhor Pai do mundo e não usufruir dessa maravilhosa condição, ser filho do dono de tudo o que há. 
Estou feliz por mais um experiência de vida. 

E apesar do meu medo há em mim uma paz enorme que eu chamo de felicidade.

(Caio F.)


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