Eu conheci a Síndrome do Pânico no inicio de 2010, e foi uma terrível experiência.
Antes disso, tinha uma vida tranquila.
Fazia coisas que uma pessoa normal costuma fazer, estudava,
Fazia coisas que uma pessoa normal costuma fazer, estudava,
trabalhava, jogava video-game, jogava meu futebol um ou duas vezes por semana, enfim, vivia normalmente.
Mas, certo dia a querida síndrome se apresentou para mim em um hospital. Sempre tive horror a hospitais, um medo que nunca soube explicar.
Ver aquelas pessoas de branco por todos os lugares acabava comigo.
E foi em meio a essas pessoas que sofri minha primeira crise de pânico. Uma das piores sensações que já senti em toda a minha vida. Sentia que meu coração iria explodir, minhas mãos dormentes, enxergava meus pés roxos e inchados. Eu não via mais ninguém a minha volta, apenas o medo que cercava e as lágrimas de desespero.
A partir desse dia fui piorando com os passar dos dias. Acordar era uma tortura, dormir era a única maneira de me livrar daquele medo enlouquecedor. Foi ai que encontrei nos remédios um pouco de tranquilidade.
Meus medos eram coisas absurdas e meu médico me repreendia a cada consulta, talvez ele nunca tenha vivido uma situação dessas.
Tentava ajudar-me de todas as maneiras, mas nenhuma pessoa naquele momento poderia amenizar meu medo. Minha mãe foi muito amável comigo, deixava eu dormir com ela, enxugava as minhas lágrimas e com seu abraço de amor me passava segurança por alguns instantes.
Tentava ajudar-me de todas as maneiras, mas nenhuma pessoa naquele momento poderia amenizar meu medo. Minha mãe foi muito amável comigo, deixava eu dormir com ela, enxugava as minhas lágrimas e com seu abraço de amor me passava segurança por alguns instantes.
Esse medo de tudo, atrasou minha vida por meses.
Eu não tinha ânimo para nada. Sofri por meses.
Eu não tinha ânimo para nada. Sofri por meses.
O psicológico é muito forte, pode acabar com a vida de uma pessoa.
Depois de meses de tratamento já estava mais confiante, e o medo se tranformou no medo habitual, medos do cotidiano, medos caracteristicos da minha personalidade. Estava aliviada, voltei a vida real.
O problema é que o medo voltou a visitar minha mente, desencadeado por duas perdas.
Hoje, 27 de abril de 2011, tive minha terceira crise do ano. Mas não entrei em desespero, engoli o choro, pensei positivamente e respirei fundo. Quis ser forte, por alguns instantes fracassei mas, insisti. Foram minutos de pavor que não passavam nunca e meu coração acelerado. Estava atordoada pelo medo. Palavras ditas em pensamento, naquele instante pedi a Deus um conforto, supliquei que amenizasse o meu medo, porque sabia que Deus era a única saída, a única solução para a minha aflição. Depois de alguns minutos estava melhor. Sei que muitos podem achar isso rídiculo, mas sem Deus eu nada sou. Rídiculo é ter o melhor Pai do mundo e não usufruir dessa maravilhosa condição, ser filho do dono de tudo o que há.
Estou feliz por mais um experiência de vida.
E apesar do meu medo há em mim uma paz enorme que eu chamo de felicidade.
(Caio F.)
Nenhum comentário:
Postar um comentário